História
- 1 de ago. de 2016
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A data de fundação de Paraty ainda é discutida por vários historiadores, mas é correto afirmar que, no início do século XVII, além dos índios Guaianases, já existia um grupo de “paratianos” estabelecidos. Por volta de 1640 o centro de Paraty foi transferido para onde se situa o centro histórico, entre os rios Paratiguaçu e Paratitiba que foram dados por Maria Jácome de Mello. Onde, ao fazer essa doação, deu algumas condições: que fosse feita uma capela em devoção a Nossa Senhora dos Remédios e que mantivessem a segurança dos Guaianases é importante lembrar que Paraty foi a primeira cidade a ter sua autonomia política decidida democraticamente.
Mas, em meados do século XVIII, Paraty foi perdendo sua importância. Com o ciclo do café, ciclo que ajudou no desenvolvimento do Brasil em diversos fatores, com ênfase na urbanização dos grandes centros econômicos durante o século XIX, a cidade revive, por um tempo, seus tempos coloniais. Com produção de Cana e de pinga para a economia da região, Paraty se tornou um sinônimo a pinga com muitas casas de engenho no local.
Em 1870, com a construção de ferrovias ligando São Paulo e Rio de Janeiro, a famosa Trilha do Ouro foi perdendo sua função, dando impactos na atividade econômica de Paraty.
No ano de 1888, com a Abolição, existiu um segundo fator de decadência do comercio e da cidade que foi o êxodo, que reduziu drasticamente, ao final do século XIX, apenas “600 velhos, mulheres e crianças” deixando Paraty isolada do país por anos. Este isolamento formou uma “bolha do tempo” em Paraty que preservou a arquitetura e os costumes da cidade. Os ciclos
Como já foi citado, os ciclos em Paraty foram muito importantes para a economia e por isso é importante comentar o que foram esses ciclos. Começando com o ciclo do café que foi um período, por volta do século XIX, que a partir de que as primeiras mudas de café foram trazidas da Guiana Francesa, as plantações de café foram se espalhando no interior de São Paulo e Rio de Janeiro, dando origem ao interesse, principalmente pelos Estados Unidos e Europa que foram os grandes consumidores, favorecendo a exportação do produto brasileiro. Na segunda metade do século XIX, o café se tornou o principal produto de exportação brasileiro e também muito consumido no mercado interno. Mas a economia ficou muito dependente do café e nos momentos que o preço do café diminuía, o Brasil sofria impactos muito grandes acabando com esse ciclo depois. Segundo ciclo importante a salientar é o ciclo do ouro que após da descoberta das primeiras minas de ouro no Brasil, o rei de Portugal organizou a extração do minério. Marcado pelo quinto que foi a nova fonte de lucro, após o declínio do açúcar, que nada mais era que um imposto cobrado pela coroa portuguesa que era equivalente a um quinto de todo ouro encontrado na colônia. E período esse também marcado pela corrida do ouro que foi um momento onde o interesse pela exploração nas minas auríferas foi grande provocando uma verdadeira “corrida do ouro” para estas regiões. Momento histórico que deu o nome a trilha do ouro em Paraty, que era utilizada para transporte de ouro e outros materiais. E o terceiro ciclo foi o ciclo da cana, ciclo esse marcado pelo cultivo da cana-de-açúcar, motivo dado pela necessidade de colonizar e explorar o território brasileiro. Motivos para o cultivo da cana são diversos, entre eles a existência de um solo propício para o cultivo de cana-de-açúcar, além de ser um produto muito requisitado no comercio europeu, transformando-se no alicerce econômico da colonização portuguesa no Brasil entre os séculos XVI e XVII. Marcado também pelos senhores de engenho que eram os que possuíam o posto mais elevado na complexa sociedade açucareira onde tinha quase toda a fonte de lucro em cana onde era transformada e vendida para todos os lugares. Porém, no século XVIII, a Holanda supera o Brasil nas construções de industrias açucareiras e no abastecimento do mercado europeu, fazendo com que o Brasil perca o monopólio do açúcar. Escravidão no Brasil No Brasil desde o período colonial até o final do Império. A escravidão no Brasil é marcada principalmente pelo uso de escravos vindos do continente africano, mas também foram muitos indígenas que foram submetidos a esse estado de escravidão. Escravos foram utilizados em principalmente atividades da agricultura, com grande destaque a atividade açucareira e na mineração, na maior parte no ciclo da cana e no ciclo do ouro, além de serem usados como objetos e serem vendidos gerando lucro. A escravidão só foi abolida oficialmente no Brasil com a assinatura da Lei Áurea, em 13 de maio de 1888.
Paraty possui a Trilha do Sono, levando até a Praia do Sono, um lugar muito bonito e sereno que possui poucos serviços turísticos por ser uma praia habitada por uma comunidade antiga dessa praia chamada Caiçara onde sofreu e ainda sofre por tentativas de tomar aquele espaço feitas por diversas fontes de dinheiro para fins turísticos. Comunidade essa que sobrevive do turismo e pesca. Chegar lá é possível a partir do Condomínio de Laranjeiras, onde fica perto da Trilha do Sono ou com barcos a partir do cais. A distância é de 4 Km, não exige muito preparo físico e por ser isolada, a trilha não recomendada para pessoas com problemas de saúde ou de locomoção.
















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